Em um sentido tradicional , uma marca é um conjunto de imagens – em geral, um nome, um logotipo e um slogan – que distingue a oferta do produto ou serviço de uma empresa das ofertas de seus concocorrentes. Serve também como um reservatório que armazena todo o valor gerado pelas campanhas da marca da empresa. Nos últimos anos, a marca tamém se tornou a representação da experiência total que uma empresa proporciona aos seus clientes. Portanto, uma marca pode servir de plataforma para a estratégia de uma empresa, já que quaisquer atividades em que ela se envolva estarão associadas à marca.
O conceito de marca está intimamente associado ao posicionamento da marca. Para criar um valor de marca forte, é preciso ter um posiciomaneto claro e coerente, bem como um conjunto autêntico de diferenciação que apoie esse posicionamento. O posicionamento da marca é basicamente uma promessa atraente que os profissionais de marketing transmitem para conquistar corações e mentes dos consumidores. Para exibir a verdadeira integridade da marca e conquistar a confiança dos consumidores, os profissionais de marketing precisam cumprir a promessa com uma diferenciação sólida e concreta por meio do seu mix de marketing.
Na economia digital, os clientes estão empoderados e tornou-se mais fácil para eles avaliar e até esmiuçar a promessa de posicionamento da marca de qualquer empresa. Com essa transparência (graças à ascensão da mídia social), as marcas já não podem fazer romessas falsas, não verificáveis. As empresas podem se posicionar como qualquer coisa, mas, a menos que exista um consenso baseado na comunidade, o posicionamento não significará nada mais que dissimulação corporativa.
A facilidade de acesso à informação empoderou o consumidor de uma forma que não se tem como voltar atrás. Hoje quem dita as regras do mercado são os consumidores, as pessoas constroem narrativas e desejos que devem ser atendidos pelo varejo, marca e indústria. Literalmente, houve uma inversão na lógica do consumo e é nessa Nova Ordem que reputação tem valor determinante na decisão do consumo. Não é mais sobre o impulso, é sobre crença, identificação, cultura, coletivo. O consumidor não olha mais apenas preço e qualidade para decidir comprar algo, mas precisa avaliar o papel da marca no dia a dia, a influência que aquele produto ou serviço terá em sua vida e só daí irá considerar se irá adquirir algo ou não.
Devemos lembrar que vivemos numa hiper-realidade, onde a vida digital se mistura à vida off-line, pois a realidade é a junção desses dois mundos, em que as marcas precisam estar inseridas num contexto de autonomia, utilidade e papo reto. Para criar esse relacionamento que conduzirá para uma reputação relevante na vida das pessoas, precisamos ser mais empáticos, nos colocar no lugar do outro e ser mais humanos.
Sou, Renata Lucia Muniz
Consultora de Marketing, de Sustentabilidade Corporativa e Sócia-Presidente da RLMA Marketing & Comunicação, Consultora de Comunicação para o Terceiro Setor, Membro Premium e Coordenadora do Polo de Ações com Impacto Social e Sustentabilidade, do Clube Empreendedor Brasil..












